Kodilar é destaque na coluna de economia do Diário da Região (Rio Preto)

Kodilar é destaque na coluna de economia do Diário da Região (Rio Preto)

15/12/2015 Jornal Impresso

O grupo Kodilar inaugura no começo de janeiro, em Rio Preto, uma fábrica que irá produzir mais de 30 itens isentos de glúten que irá suprir todas as refeições de uma família; investimento foi de R$ 5 milhões.

Seja por uma questão de saúde ou por uma opção de vida, tem crescido o número de consumidores em busca de produtos sem glúten e isso despertou a atenção do mercado de alimentos. Pequenos empreendedores e grandes indústrias alimentícias já classificam como um negócio promissor. Em meio à crise, Rio Preto irá ganhar, no começo de janeiro, uma fábrica, com investimento de R$ 5 milhões, que irá produzir mais de 30 itens isentos de glúten.

Essa fábrica será a única no Estado de São Paulo que irá suprir todas as refeições de uma família – do café da manhã ao jantar. O empreendimento, do grupo Kodilar, de Rio Preto e que atende diversas regiões do Brasil, já deveria estar em atividade. Porém, os gestores foram surpreendidos com a legislação da Vigilância Sanitária que determina que, para produzir e armazenar produtos sem o glúten, é preciso de um imóvel exclusivo para essa mercadoria.

“Em qualquer proximidade com as demais mercadorias que contenham o glúten, mesmo que embaladas, há o risco da contaminação cruzada”, explicou a nutricionista da empresa, Sarah Soares, que há um ano está à frente da elaboração dos produtos. “Por isso, no meio do processo, precisamos de uma nova planta e não foi simples. A legislação, para essas mercadoria, é pouco conhecida.” O glúten é uma mistura de proteínas presente na aveia, cereais, cevada e trigo.

Produtos inseridos no pão, bolo, biscoito, macarrão, cerveja, entre outros. No Brasil, há 2,5 milhões de portadores da doença celíaca conforme o Conselho Nacional de Saúde. O único tratamento é excluir o glúten de suas dietas. Há também o consumidor que abstêm do glúten como plano de emagrecimento. “Além dos 2,5 milhões de intolerantes, o número de pessoas que excluiu o glúten por opção cresceu muito. É complexo mensurar o tamanho total de possíveis clientes, mas temos monitorados essa tendência.

Nas redes sociais, por exemplo, você vê uma grande quantidade de gente postando fotos”, disse Sarah. Segundo Gustavo Negrini, diretor da feira anual Gluten Free Brasil, o mercado cresceu 40% no último ano. Confiante, o diretor comercial da Kodilar, Wagner Zacharias, espera encontrar um público na casa de 16 milhões de consumidores. “Se 1% da população (200 milhões de brasileiros) é intolerante, mais aqueles que consomem por opção, devemos aumentar para 8% nosso público com o tempo”, projetou.

Além do investimento de R$ 5 milhões com a nova planta e maquinários importados, o grupo já contratou 40 funcionários e prevê chegar aos 50. “A partir do momento em que aumentarmos o consumo, o preço vai caindo e sobe a demanda. Agora, estamos plantando e a tendência é crescer”, disse Zacharias.

Procura por alimentos saudáveis explodiu

Para explicar o ousado investimento de R$ 5 milhões em uma fábrica inédita de produtos isentos de glúten na região - e em plena crise -, o empresário Wagner Zacharias olha para o passado do grupo Kodilar, em Rio Preto, e constata que a procura do consumidor pelo alimento saudável explodiu desde a última década.

Há 15 anos, a empresa, que já era conhecida por sua linha de farináceos, condimentos e molhos, colocou no mercado produtos naturais, como granola diet e tapioca hidratada, entre outros. “Foi um começo muito complicado, uma barra. Sofremos resistência do próprio comprador de mercado, que não dava espaço. Hoje, esses produtos ganharam destaques nas gôndolas. Mercados fazem exposição, degustação”, conta Zacharias.

O sucesso da linha de produtos naturais foi um indicativo para o grupo mergulhar nos isentos de glúten. “O faturamento anual, hoje, é de R$ 135 milhões e somente a Natural Life responde por 38% a 40% desse total. As vezes, no verão, chega a 50%. Se não fosse a insistência, hoje, estaríamos vendendo apenas pipoca e amendoin, o que todo mundo tem”, disse o empresário. “Por isso, eu não tenho esse medo. É na crise que precisamos nos mexer, inovar.”

Por Diário da Região
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