Ensino de Libras gera inclusão no trabalho

Ensino de Libras gera inclusão no trabalho

16/08/2019 Jornal Impresso

Como um movimento abrangente para considerar as diferenças individuais, direitos e deveres, a inclusão é a forma mais sutil de resgatar autoestima, trazer independência, provocar sorrisos e mudar vidas, como a da auxiliar de produção Cláudia Regina, 41 anos.

Portadora de deficiência auditiva, Cláudia integra uma equipe de 22 pessoas com deficiência em uma empresa de alimentos de Rio Preto. Para a integração ser melhor, funcionários sem deficiência passaram por aulas da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Há um ano e dois meses na indústria, Cláudia fez amigos, arrumou um namorado e conseguiu o que mais almejava na vida - ser incluída na sociedade. "Eu trabalho, ganho meu dinheiro, fiz bastantes amigos, estou feliz", conta ela, em Libras.

Marleide Pereira dos Santos, 40 anos, mãe de dois filhos, não sabia o que era ser igual até entrar para a indústria. Ao lado de Cláudia, ela trabalha na esteira de empacotamento de condimentos atenta a qualquer movimento. Considerada uma das funcionárias mais rápidas, ela se descobriu livre e capaz de realizar sonhos até então limitados pela crença de ser incapacitante. "Estou feliz trabalhando aqui", afirma em sinais. "Nunca fui para a escola. Abri conta no banco e estou aprendendo a contar", completa.

A tradução para a reportagem foi feita pela intérprete e líder da produção, Cleonice Martins. "A Marleide chegou com sinais caseiros. Era uma pessoa nervosa e, hoje, onde a gente a coloca, ela desenvolve as funções muito bem", afirmou Cleonice.

Histórias de oportunidades, superações e inclusão que também fazem parte da vida de outra auxiliar de produção, Neide dos Santos Garcia, 42 anos. Com perda moderada da visão periférica, ela só enxerga em linha reta. "Quando cheguei memorizei o ambiente. Eles me acolheram, aceitaram minha dificuldade e me ajudaram", contou.

Para que tudo fosse possível, colegas e chefes foram orientados para conhecer e se tornarem mensageiros da inclusão. "Todo mundo se preparou, todo mundo acolheu", conta a gerente de RH da Kodilar Alimentos, Camila Pedrini Marcos.

Por Diário da Região
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