As festas juninas em alta em Rio Preto, segundo jornal Diário da Região

As festas juninas em alta em Rio Preto, segundo jornal Diário da Região

10/06/2014 Jornal Impresso

O desânimo que baixou em vários setores da economia por causa da Copa do Mundo passou longe das indústrias e do comércio de produtos destinados às festas juninas. A demanda neste ano surpreendeu o setor, que recebeu tantos pedidos e encomendas na região de Rio Preto que os empresários esperam um aumento de até 35% nas vendas, na comparação com o ano passado. Que trabalha com alimentos para as festas juninas conseguiu unir os três grandes eventos da época: as festas em si, o Dia dos Namorados e a própria Copa do Mundo. De acordo com a Associação Paulista de Supermercados (Apas), para a indústria de alimentos que está diretamente relacionada às festas juninas, as vendas de junho e julho representam parcela significativa na comercialização anual dos produtos.

Na Doces Gavazzi, de Mirassol, as expectativas são as melhores possíveis. A empresa, que vende para todo o Brasil, espera um aumento de em média 35% em relação ao restante do ano, com a paçoca como seu principal produto. "Temos a tradicional paçoquinha Gibi Gavazzi e a paçoca rolha Gavazzi, populares na região Sudeste. O Pé de Moleque, tradicional na Região Sul e Nordeste, e também o Paçoca, nossos carros chefes de vendas", diz Luis Augusto Branco, diretor da empresa. Segundo Branco, com exceção de pequenos momentos específicos da economia que afetam o mercado, a demanda no setor vem crescente.

O aumento na produção e nas vendas também levou a Doces Gavazzi a contratar funcionários temporários. "Aumentamos em 10% as contratações para este período", afirma. Já na Doces Valencia, as festas juninas devem trazer um aumento de 25% nas vendas, além de garantir novas contratações. "Este mês é para as indústrias de doces o que o natal é para o comércio. Já contratamos oito novos funcionários", afirma o gerente comercial da empresa, Henrique Corrêa. Além dos doces, nessa época também não pode faltar pipoca, chocolate, amendoim e canjica, produtos que a Kodilar de Rio Preto produz e vende para todo o Brasil. Durante as festas juninas, as vendas na empresa chegam a ser cinco vezes maiores.


Tradição eleva as vendas

Apesar dos holofotes voltados para a Copa, os empresários ainda apostam na força da tradição da festa junina para ganhar espaço no mercado, além de contarem com produtos que também fazem parte do cardápio das reuniões para ver os jogos. "A cada ano observamos que as pessoas estão resgatando mais e mais a tradição das festas juninas. Este ano iremos dividir as atenções com a Copa do Mundo e isso deve contribuir com aumento no consumo de alguns de nossos produtos, principalmente de amendoim para aperitivos", diz Luis Augusto Branco, diretor da Doces Covizzi.

A Kodilar também está apostando no mundial para dar um gás nas vendas de seus produtos, afirma Aneri Pistolato, encarregada de marketing da empresa. "É comprovado por pesquisa que a pipoca é o segundo alimento mais procurado para acompanhar os jogos depois do churrasco". Já a Doces Valencio tem uma visão diferente do período. Para o gerente comercial da empresa, Henrique Corrêa, a Copa do Mundo tirou o foco dos consumidores das festas juninas.


Otimismo nos mercados

O setor supermercadista espera um aumento de 5% nas vendas nos meses de junho e julho, causadas pelas festas juninas, típicas desta época do ano. A informação é do departamento de Economia e Pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (Apas). O crescimento varia de item para item, mas, de modo geral, os produtos relacionados diretamente à festa junina, como amendoim, milho para pipoca, canjica, milho, ente outros, devem ter alta mais expressiva, em torno de 10% a 15%.

Para a associação, o bom desempenho do setor é ajudado pelo efeito sazonal causado pelas festas juninas e o maior fluxo de consumidores nas lojas, que impulsionam a comercialização de outros produtos, como carnes, queijos e bebidas em geral. Segundo o diretor regional da Apas, Renato Martins, as festas juninas ainda são muito tradicionais para alguns públicos, o que faz com que, mesmo dividindo as atenções com a Copa do Mundo, elas ainda sejam parte do calendário.

"As escolas não deixam de fazer. Também temos o público religioso que não abre mão de comemorar. Além disso, aproveitamos a copa para sugerir alguns produtos que estão normalmente ligados às festas juninas como aperitivos", afirma Martins. Com o clima mais frio, a venda de vinhos também é impactada positivamente.

Preços

De acordo com a Apas, apesar do aumento na procura dos produtos, os consumidores não serão surpreendidos com a elevação nos preços, diante da concorrência entre as empresas de produtos típicos das festas juninas.Os ganhos de eficiência e de produtividade possibilitam preços mais competitivos para os consumidores, já que os supermercados podem negociar os preços com a indústria, contribuindo para um comportamento mais estável dos preços em relação a 2013.

Por Jornal Diário da Região
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